top of page

Obssessões, Campos Morfogenéticos, Constelações, Hábitos e Influências

  • Foto do escritor: Francisco Setter
    Francisco Setter
  • 19 de mar.
  • 4 min de leitura


A família é a primeira célula social que experimentamos . Com ela surge a segurança e a manutenção da vida, a proteção, o alimento, os vínculos e também as formas para perpetuar e  enfrentar as adversidades e riscos diante da vida. Receitas, comportamentos e formas de sentir a própria vida são instaladas com o mesmo conteúdo de geração em geração, criando os mesmos modelos de rodar um programa mental ou de se comportar, com uma relativa confiança cega e total falta de noção morfogenética, espiritual e de propósito individual no processo. Sabemos que somos espíritos e também que estamos nesse momento, em uma jornada material, mas ainda assim, simplesmente repetimos os modelos e comportamentos  que permanecem nesse campo . Todos nós possuímos vínculos com crenças e padrões que são repetidos por gerações e nunca nos questionamos o por que ? Apenas repetimos por representar uma zona confortável de proteção ,sobre um perigo que existe apenas na mente das  pessoas desse grupo, mas que as bloqueia impensadamente e de forma até insana. A escassez , o medo , a raiva são os limites mais evidentes. Esse sistema se retroalimenta de energias advindas das mentes que se envolvem com suas cargas que funcionam como motores.  Enquanto a neutralidade  no comportamento de um número considerável de membros deste grupo, não for apresentado como uma resposta natural a esse verdadeiro vórtice, ele continuará arregimentando mais mentes desavisadas para essa egrégora. Na espiritualidade, o campo morfogenético pode ser comparado ao Perispírito (no nível individual) ou ao Corpo Grupal/Egrégora (no nível coletivo). 

  • O Campo: É o molde invisível que contém a memória de tudo o que uma linhagem viveu. 

  • A Relação: Espiritualmente, entende-se que as experiências de antepassados não morrem com o corpo; elas ficam gravadas em uma "malha" vibratória. O campo morfogenético é o banco de dados onde a "interferência" vai buscar a informação para atuar. 

A ressonância mórfica explica como a informação viaja. Na espiritualidade, isso é chamado de Lei de Afinidade. 

  • A Ressonância: Sistemas semelhantes vibram na mesma frequência. Se você cultiva um pensamento de raiva, você entra em ressonância com o campo de raiva da sua família ou da humanidade. 

  • A Relação: A "interferência espiritual" só acontece se houver ressonância. Um espírito ou uma energia densa não consegue "atracar" em você se não encontrar uma frequência semelhante (um hábito do campo) onde possa se pendurar. É como um rádio: você só ouve a estação se girar o botão para a frequência exata. 

 

 

A Interferência Espiritual como o "Agente" (A Ação) 

Aqui, a interferência é vista como uma influência externa que "pega carona" nas memórias e hábitos do campo. 

Interferência Obsessiva/Sistêmica: Muitas vezes, o que chamamos de "encosto" ou interferência é, na verdade, um ancestral ou uma entidade que está presa ao mesmo hábito de campo que você. 

O Ciclo: O campo morfogenético familiar tem um hábito (ex: alcoolismo ou depressão). Você entra em ressonância com esse hábito. A interferência espiritual se aproxima porque ela também vibra nessa nota. Ela potencializa o campo, tornando o hábito ainda mais difícil de quebrar. 

O campo morfogenético é como uma trilha profunda aberta em uma floresta. É muito fácil andar por ela (repetir o erro), mas é difícil caminhar pelo mato virgem (criar uma nova resposta). 

O Indivíduo Neutro: Quando você se mantém neutro diante de uma provocação dos sogros ou de um "puxão" da sua parceira, você está "se recusando" a andar pela trilha antiga. 

A Nova Informação: No momento em que você não reage, você insere uma nova informação no campo. Você está dizendo ao sistema: "É possível estar aqui e não brigar". 

2. O Efeito de Ressonância Coletiva 

Sheldrake sugere que, quanto mais pessoas adotam um novo comportamento, mais fácil fica para as próximas fazerem o mesmo. 

A primeira pessoa que tenta ser neutra gasta 100% de energia e sofre muita resistência. 

A segunda pessoa (talvez sua parceira, ao observar você) já encontra um campo levemente alterado. Ela gasta 80% de energia. 

A massa crítica: Quando um número X de pessoas sustenta essa neutralidade, o "hábito" do campo muda. A paz passa a ser o novo caminho de menor resistência. 

3. A Neutralidade como "Escudo" e "Vacina" 

A neutralidade diante da própria jornada é a ferramenta mais poderosa porque ela interrompe a alimentação do campo. 

Interrupção da Interferência: Como vimos, as energias densas e os hábitos sistêmicos se alimentam da nossa reação emocional (raiva, culpa, medo). 

O Vácuo: A neutralidade cria um "vácuo". Quando o campo tenta te puxar e encontra um observador calmo, ele não tem onde "atracar". Sem alimento, o hábito enfraquece até desaparecer. 

4. A Jornada Individual como Serviço Coletivo 

Muitas vezes achamos que ser neutro é um ato egoísta de proteção, mas é o oposto. 

Ao manter sua neutralidade, você está limpando o caminho para os que virão depois de você. 

Se você e sua parceira tiverem filhos, por exemplo, eles já nascerão em um campo onde a "neutralidade do pai" é uma informação disponível. Eles não precisarão lutar tanto contra o "hábito dos avós". 

 

O Desafio da "Solidão do Pioneiro" 

Quem decide ser o ponto de neutralidade em um sistema caótico geralmente se sente sozinho e, às vezes, julgado como "frio" ou "distante". Isso acontece porque o sistema sente falta da sua energia para continuar rodando o motor da confusão. 

Para sustentar essa posição, ajuda pensar no seguinte: 

Você não está sendo frio; você está sendo estável. 

Você não está se afastando da família; você está se afastando da doença do sistema para poder oferecer a cura (a presença equilibrada). 

Você sente que, ao adotar essa postura mais técnica e neutra que cvimoshoje, você consegue visualizar um "fim" para esse desgaste emocional,  

 

 
 
 

Comentários


© 2026  f 7/r Powered and secured by MyMind

bottom of page